
O VIZSLA



Breve Histórico
Os "Huns Magyars" (ancestrais húngaros) aperfeiçoaram seus cães para a Caça de Aponte de Aves, ao longo dos vales do Rio Danúbio, por muito tempo desde suas origens. Estes cães posteriormente despertaram o fascínio da aristocracia otomana durante a ocupação do território, que logo trataram de aprimorá-los com os plantéis próprios de cães lebréus, acredita-se serem o extinto Turkish Yellow Dog e também o extinto Pannonian Hound a serem introduzidos ao Vizsla. O padrão que conhecemos da raça canina Rövidszörü Magyar Vizsla manteve-se quase intacto durante toda sua evolução. Acredita-se que este Braco Húngaro, único em pureza entre os caçadores europeus, originou-se como um dos primeiros apontadores e manteve-se distinto e intacto se comparado aos outros cães do Grupo de Apontadores.
O Vizsla foi descrito pela primeira vez somente no século XIV e na ocupação otomana da Hungria, porém sabe-se através de imagens pintadas há mais de mil anos, cenas de tapeçarias, quadros e gravuras, que a raça esteve presente há muito mais tempo com o povo Húngaro, desde seus primórdios povoamentos baseados na caça para sobrevivência entre as planícies orientais. Estas gravuras e imagens representam as mesmas figuras caninas que hoje diríamos ser o Vizsla, reproduzindo as mesmas qualidades e funções de Companhia e Caça.
Com as seguidas Guerras e opressões da cultura húngara, temeu-se a extinção do Magyar Vizsla em muitos momentos, principalmente durante e no pós II Guerra. Segundo a tradição, a raça foi recuperada com aproximadamente 15 exemplares caninos de Vizsla que, fugindo com seus donos expatriados vindo à países como EUA, Argentina e Canadá. No Brasil o Vizsla está presente de forma ainda discreta.

Comportamento
Os cães da raça Vizsla são de natureza amorosa, inteligentes, fiéis, carinhosos e equilibrados, velozes e de olfato sensível. São cachorros dóceis, obedientes e fáceis de adestrar. O temperamento do Viszla, como da grande maioria dos cães apontadores, é marcado pela docilidade e facilidade de aprendizado. De respeitoso porte e gentil temperamento, o formoso Braco Húngaro acaba pode intimidar pessoas que não conhecem a raça, mas é dócil e amigável. Agressividade, medo e repulsão a água não devem ser estimulados.
Podem ser delicados com crianças, quando descansam e estão calmos. Se dão bem com as crianças, desde que elas os tratem com respeito. Os Vizslas alcançam o status de euforia muito rápido se são estimulados a brincar. Pode-se jogar bolinha e lançá-la mais de 100 vezes, o seu amigo sempre terá mais energia para gastar. São enérgicos e gostam muito de correr e brincar com seus donos. O Vizsla gosta muito de bolinhas e outros objetos para lançamento e de todas as brincadeiras que propor. Sem exitar o cão mostrará toda sua força muscular e explosão de energia.
Acompanham seus donos em diversas atividades como nado, provas de agility e obediência, rally, flyball, caminhadas e trekking, cão-guia ou cão de serviço, cão de companhia, cão de busca e resgate ou até mesmo cão de faro de trufas e cogumelos, sendo o Vizsla o cão mais versátil e elegante. Lhe renderam bons apelidos durante sua propagação ao redor do mundo, entre eles é conhecido como “velcro dog”.
Aspecto
É um cão robusto médio e de dorso curto, constituição física musculosa. Com resistência e explosão muscular e muita velocidade. Tem a cabeça musculosa e focinho quadrado que se estreita gradualmente. Espera-se o peito proeminente e aberto, pequena mancha branca no peito é aceito nos padrões da raça. É possível encontrar Vizslas de cores Trigueiro ou Dourado, Vermelho-dourado uniformes. Menos comuns são os muito claros ou muito escuros. Ventre côncavo é uma herança da introdução de Lebréus no passado e sangue do Vizsla. Suas orelhas são finas, sedosas, largas conhecidas como "Flip-flop years" ; seus olhos expressivos e amorosos, são ovais e castanhos da cor de sua pelagem, apesar das raras variâncias em azul esverdeado ou amarelo.
Altura: Machos - (56 - 66 cm); Fêmeas - (51 - 61 cm).
Peso: Machos - (20 - 29 kg); Fêmeas - (18 - 25 kg).
Adestramento
O Braco Húngaro é considerado por muitos da canicultura como o mais refinado dos Bracos e dos Pointers, o mais completo amigo de aponte, companhia e brincadeiras. O cão da raça Vizsla requer muito contato físico e é sensível a brutalidades. Educá-lo é essencial para conseguir controlá-lo. Altamente treinável, requer esforço de interação com o dono e a família, estar sempre adestrando e agindo da mesma forma com o cão entre os integrantes, para que o Vizsla não se confunda com diferentes comandos e treinamentos. Deve-se seguir fielmente o adestramento por todos os indivíduos envolvidos. Muito obediente e apegado, demanda muito amor e vai obter um melhor desempenho no adestramento se este o for conduzido pelo próprio proprietário e sua família. Sua dinâmica de trabalho, no campo e na cidade, pode ser facilmente direcionada para qualquer atividade desejada pelo dono, desde que com repetição dos comandos perfeitamente sincronizados com os envolvidos, família e amigos. Por ser um cão bastante apegado ao dono, não é adequado para aqueles proprietários que precisam se ausentar por longos períodos de tempo.
Cuidados específicos
Ainda que o Vizsla seja um cachorro de aspecto atlético, é recomendado mantê-lo dentro de casa com a família, uma vez que ele é um cão muito sensível e não gosta de estar separado de seus familiares. É recomendado, ainda, proporcioná-lo um jardim e exercícios físicos regulares. Quando se aborrece, pode tornar-se um pouco destrutivo, mas uma boa corrida resolveria qualquer mau humor. Se muito provocado e tratado com rispidez, pode-se tornar um cão acuado e com medo e assim, não exacerbar suas qualidades natas e ancestrais. Sempre é bom manter um lugar específico que seja do cãozinho, bem acolchoado, seco e aquecido, para que torne a relação de confiança com os que o manejam o mais amorosa possível.
Você sempre irá encontrá-lo perto da lareira, ou ao sol, deitado em algo quente até mesmo em cima dos donos. Muito alerta e conectado com o que passa ao seu redor, os Vizslas costumam saudar e avisar a chegada de pessoas, porém nunca irão se mostrar violentos. Muito ativos, é difícil vê-los presos por correntes e coleiras, necessitam um raio grande de espaço em relação ao dono, para correr, farejar, e traçar seu espaço, porém muito fiéis, sempre voltam quando são chamados e se bem educados.
Pelagem: Não precisa muitos cuidados e não solta o pelo a ponto de ser um problema em nenhum lar. Sua pelagem é impermeável o que o torna ainda mais um nadador e amante da água nato. Sua pelagem curta é densa e macia, com uma camada apenas que o protege do frio (sem subpelo), mas não se trata de um cão que deva dormir ao relento ou sem abrigo, pelo contrário adora um bom cobertor e necessita ser acobertado durante o inverno com roupas, afinal é conhecido por ser um “cão de lareira”, após longo dia de gasto de energia e caça, o Braco Húngaro precisa de calor de fonte externa para seu bem-estar.
Saúde e higiene
Vizslas estão mais propensos a alergias e alguma intolerância que remetem à sua sensibilidade e peles sensíveis. Seu novo amigo é muito higiênico, todos os exemplares o são. Se limpam constantemente e podem tomar banhos regulares desde que com sabonetes neutros. Já foram descritos em sua literatura, habilidades que se assemelham aos felinos, na utilização das suas patas e hábitos de higiene.
O Vizsla não possui tendência a enfermidades específicas, os problemas que o afetam são os comuns em muitas raças. Apesar de a literatura clássica da raça e os manuais básicos da raça apontarem o Vizsla como uma raça saudável, há incidência das seguintes condições* e predisposições genéticas, de acordo com Margaret Davis e Ross D. Clark:


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Allergies
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Arthritis
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Atopic Dermatitis
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Cataracts
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Corneal Dystrophy
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Cryptorchidism
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Distichiasis
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Entropion
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Epilepsy
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Gastric Tortion
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Glaucoma (Primary)
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Heart Murmur
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Hemangiosarcoma
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Hypothyroidism
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IMHA (Immune Mediated Hemolytic Anemia)
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Lymphoma
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Mast Cell Tumors
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Polymyositis
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Progressive Retinal Atrophy
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Sebaceous Adenitis
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Umbilical Hernia
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Von Willbrand’s Disease
Curiosidades sobre o Vizsla
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Espetacular na caça, descrito por toda a literatura sobre a raça, desempenha um aponte seguro e é também um excelente recuperador, rápido em encontrar a presa, é capaz de caçar de modo perfeito. O Vizsla ocupa um seletíssimo grupo de Cães HPR, "Hunting" caçar, "Pointing" apontar e "Retrieving" buscar.
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O Braco Húngaro de pelo curto é o cão mais versátil; combina com perfeição as qualidades do Setter, do Pointer e do Retriever no campo, bosques ou na água. Seu desenvolvimento como raça está diretamente ligado à cultura de Falcoaria do leste europeu devemos lembrar sua origem para entender quão especial são, os Rövidszörü Magyar Vizslas.
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Magyar Vizslas de pelo curto são talvez os mais únicos entre os Apontadores. Entre todas as diferenças, na maioria dos Vizslas há a presença quase certa de pequenos apêndices nas orelhas, conhecidos como 'horns', "Gretchenhof horns", "Grebenbruch horns" ou "Futaki Horns"; são inofensivos e não apresentam mal algum.
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O Vizsla é conhecido por ser o "Velcro Dog", o Cão-velcro por estar sempre grudado ao dono e à sua Família. É considerado um cão de Alta Adestrabilidade e um cão de Aponte de pássaros. Precisam estar junto à Família e têm Ansiedade de Separação significativa.
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O Vizsla de pelo curto quase entrou Extinção. Estima-se que a Raça foi retomada por apenas 15 Exemplares após 1940. Esses cães refugiados da Guerra são considerados os Patriarcas e Matriarcas da atual Raça Magyar Vizsla.
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A partir de 1970 começam discussões sobre coloração, métodos de escolha de reprodutores e quais qualidades, se de Caça ou de Exposição, deveriam influenciar a Raça. Os gostos particulares e tendências fenotípicas da raça Magyar Vizsla surgem como método adicional à escolha dos exemplares reprodutores e, não somente a qualidade e tendência para a caça são levadas em consideração pelos propagadores da época até hoje. Podemos notar a discussão do tema já nos E.U.A., de acordo com Artigo nomeado "What now, Brown dog?" publicado na 1a Edição da "Hungarian Review", em 1971. O Vizsla é historicamente e essencialmente um cão de trabalho, amarelado e afinado nos extremos, porém ao longo dos anos essas características vêm se perdendo e suprimidas pelas angulações e qualidades das Exposições de Cinofilia. Qualidades em Campo não são possíveis verificar se a prática de caça de aponte é vedada em certa localidade. Veja o artigo: "Hungarian Review - 1a Edição - 1971".
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O Magyar Vizsla é um cão versátil nas suas utilizações. Pode realizar inúmeras funções e trabalhos que vão desde Cão de Companhia e de Serviço, até Cão de Resgate e para trabalhos específicos de maior complexidade. Fale conosco sobre os tipos de treinamento e adequação de um Cão conforme a sua necessidade. Fale conosco sobre a sua necessidade em particular.
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Apesar de o Vizsla ser uma Raça que tradicionalmente apresenta a Cauda cortada, por muitos motivos entre eles motivos de saúde e bem estar assim como para a otimização do trabalho de aponte, no Brasil e Europa a Caudectomia está vetada para fins de estética e não realizamos este procedimento em nossos cães.
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Mais Informações sobre o Rövidszörü Magyar Vizsla:
Magyar Vizsla - American Kennel Club Standard
Magyar Vizsla - The Kennel Club Standard
"A Decade of Vizslas 1960-1970" - The Vizsla Club of America delegate to American Kennel Club 1974.
Bibliografia revisada e aprofundada sobre o Rövidszörü Magyar Vizsla:
ROSS D. CLARK, DVM. Medical, Genetic & Behavioral Risk Factors of Vizslas. America's Showdog Veterinarian. Xlibris, USA. 2014.
BROWN, Lolly. Vizsla Dogs. Complete Pet Owner's Manual. NRB Publishing. USA/Nevada. 2022.
SCHWARTZ, Tarah. The Complete Guide to the Vizsla. LP Media Inc. USA/NW. 2021.
DAVIS, Margaret. Vizsla the Complete Owners Guide, revised and expanded. KARM Publishing. Poland, 2017.
BERNER, Michel. Raised by Vizslas. A Collection of random Thoughts, Opinions, and Ramblings on How to Live with Vizslas. USA/ IL, Monee. 2021
HAFEZ, B.; HAFEZ, E. S. E. Reprodução Animal . Ed. Manole. São Paulo/ Brasil. 1a edição - 1962. 6a edição - 1995.


